AUTOR

Sempre gostei de desenhar.
Profissionalmente comecei em 1978, aos nove anos, pintando painéis em escolas e quartos infantis, mas por ser um processo demorado, saí em busca de uma linguagem cujo resultado fosse mais dinâmico.

Nessa procura acabei conhecendo muita gente boa, como o Daniel Azulay que me deu a oportunidade de trabalhar em seus programas na TVE e na TV Bandeirantes. Eu estava com onze anos e essa experiência foi ótima para ter idéia de 3D. Eu adorava passear pelos estúdios observando os detalhes cenográficos.

Ia fazer doze anos, quando fiquei fascinado por uma campanha da Sharp em que o desenhista Albecy Ribas usou a personagem Grilo Caetano e sua turma. Mais que depressa, procurei um estúdio de animação (o extinto Pan Studio, do Ronaldo Cânfora), para aprender a técnica e acabei por participar da produção de um comercial, na função de colorista. O ano era 1982.
Porém, se eu já estava achando demorado pintar uma parede, imagina fazer desenho animado, com seus 24 desenhos para cada segundo de animação??? kkkk

Como lia muitas Histórias em Quadrinhos, foi um passo natural eu acabar criando minhas personagens. Assim, depois de uma conversa/incentivo com o grande amigo e “eterno Tio”, o ator Grande Othelo, nasceu A Patota do Limãozinho.
Como de praxe, passei um tempo desenvolvendo o traço das personagens e fazendo algumas tiras até que decidi ir a São Paulo conhecer os Estúdios do Maurício de Sousa, por quem fui recebido e que pessoalmente me mostrou toda a produção de uma HQ e se colocou durante uma conversa, a sanar todas as minhas dúvidas.
Não pude realizar o sonho de trabalhar desenhando o Cebolinha, meu ídolo de infância, por conta de ainda ser menor de idade e morar em outra cidade, mas ainda assim, creio que essa experiência tenha sido melhor (mil vezes melhor) que ir para a Disneylândia, viu? rsrs

De volta para o RJ e já com treze anos, depois de ler um livro sobre a vida e obra do Ziraldo, decidi que iria procurá-lo para mostrar minhas tirinhas e assim o fiz. Em questão de meses daquele ano de 1984, estava publicando minha patota nas páginas do Jornal do Brasil!
O caderno juvenil durou pouco, mas o bastante para eu ver que era exatamente o que eu queria fazer.
Aos quinze anos, fui trabalhar como office-boy no extinto Banco Nacional, por onde permaneci por quase três anos. Ao sair, voltei ao mundo das artes, novamente pelas mãos do Ziraldão, fazendo o merchandising do Menino Maluquinho, em sua recém formada agência, a Zappin.

Depois dessa experiência, já com 21 anos, fui trabalhar na Revista Mad, sob a batuta do cartunista Ota, onde tive uma rica oportunidade de conhecer o que havia de melhor no mundo do cartum e vários cartunistas.

Ao sair da Revista, decidi mudar para São Paulo e trabalhar como free lancer.
Assim, em Setembro de 1994, então com vinte e cinco anos, mudei de cidade e ali trabalhei para várias revistas, entre elas Crescer, PEGN, Auto Esporte, Carícia, Recreio, Veja, entre outras.
Em terras paulistanas fiquei por exatos dez anos.

Atualmente moro no Rio Grande do Sul e continuo colaborando para várias edições de livros e periódicos, como a Revista Seleções, além de produzir quadros infantis e esculturas de isopor...

E tenho dito! rsrs